Saúde: é tudo o que nós precisamos.

Como se diz: “se você tem saúde e paz, o resto, a gente corre atrás.” É a mais pura verdade. Sem saúde você não trabalha, não tem lazer, não é feliz. Acho o esquema criado pelo SUS maravilhoso, mas deve ser levado à risca. No meu pensamento, tratamento de saúde não foi feito para ganhar dinheiro. Não se pode escolher quem atender. Obviamente, nas emergências, aquela pessoa que estiver com maior comprometimento será atendido primeiro, mas e as outras? Como dizer para alguém que está chorando de dor e mal estar, seja enxaqueca, seja uma intoxicação alimentar, que o seu problema não é ali, e sim no CMS que fica a não sei quantos metros (senão quilômetros) dali? Quem vai levá-lo? Demora de atendimento sabemos que existe, e que solucionar esse problema não será em um passe de mágica. Conheço muitos médicos comprometidos, mas também sei de muitos que só pensam em dinheiro e não completam nem as suas horas na Unidade que prestam serviço. Isso todo o mundo sabe! A palavra é comprometimento. E a enfermagem? Ninguém fala? O salário é aquém de qualquer outra profissão. O médico é importante? É! Precisa de um salário decente? Precisa! Mas a enfermagem também! Ela e que fica com o “peso pesado”, que somatiza o problema de outros e acaba ficando mais doente do que aqueles que ela trata. Como sempre digo: “há profissionais e profissionais”....mas a enfermagem precisa ser vista com outros olhos urgentemente...seja em melhorias no seu equipamento de trabalho, seja em salário, pois não tem como uma pessoa trabalhar em plantões dobrados para colocar o pão de cada dia em sua mesa, e dar qualidade de atendimento ao cliente, que necessita e muito dessa classe para o sua melhora e alta. Mesmo o melhor profissional de enfermagem, competente, sensível, seja ele de nível superior, técnico ou auxiliar, se o mesmo não estiver descansado, com a “cabeça no lugar”, será passível de erros e mau atendimento. O que adianta eu estar aqui escrevendo? Não sei. Mas desabafo, pois sou técnica em enfermagem, me preocupo com as pessoas e não trabalho na área, pois sei que não faria um bom trabalho com o estilo de vida que levo. Fiz o curso por motivos pessoais, para aprendizado próprio, utilizando em família e no trabalho social que estou à frente. Posso orientar e aplicar uma injeção, aferir PA e glicose, o que ajuda a muitos necessitados, mesmo achando que ainda é muito pouco. Quero fazer mais. Porém, voltando a Saúde Pública, não estou aqui pra apontar quem faz ou não faz, mas para trazer reflexão a todos. A administração no momento atual está se reciclando, mudando constantemente, e devemos seguir essas mudanças. Gerir o SUS é complicado, mas precisamos de maior humanização, selecionar profissionais capacitados não só tecnicamente, mas com as competências críticas e essencias necessárias para esse fim, seja na área médica, de enfermagem, administrativa, enfim no conjunto que trata a saúde como um todo. Precisamos divulgar a população aonde encontrar atendimento para o seu caso. Em emergência todos sabem – tem osso quebrado, está sangrando: Hospital de emergência. Mas e os outros casos, e os casos ambulatoriais? A população não sabe aonde ir. Por isso escrevo aqui: PRECISAMOS DE DIVULGAÇÃO. Hoje é você que está ali deitado para que eu atenda, amanhã poderá se inverter, e serei eu a precisar de ajuda. Precisamos de salários compatíveis a profissão e C-O-M-P-R-O-M-E-T-I-M-E-N-T-O: da porta de entrada ao dia de saída do cliente, e ao seu retorno ou encaminhamento ao setor ambulatorial se necessário for. Fácil? Não é não. Mas podemos fazer melhor...
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