Adriana W.

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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Sou Fundadora e Presidente da ONG Jorge Clementayme desde 2002. Nosso lema: "Faça o bem sem discriminar ninguém!" Quem quiser ajudar nossa ONG, e conhecer mais nosso trabalho, entrem em contato. Tel.(21)3477-1968. Agradeço a todos que passam por esse blog, e peço que pesquisem e conheçam nosso trabalho social. Também sou Tecnóloga em Gestão de RH, Técnica em Enfermagem e Terapeuta Naturista. Me atualizando e buscando crescimento (sempre) profissional e pessoal. Pós Graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. (Adriana Wiermann, ou Adriana JAC, sou eu!)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Dança e mídia.












Estive esses dias assistindo um programa de tv, esses de competição de dança, junto com Jorge Clementayme. Uma das poucas vezes que assistimos tv aberta, pois com tanto BBB, e programações fúteis...vejo muitas vezes não só noticiários ou documentários, mas shows, clipes, filmes, só para distrair mesmo, mas baixaria, palavrões...não entra aqui em casa..... só tv paga, e mesmo assim, de vez em quando tenho problemas com serviços cobrados ilegalmente, em que tenho que fazer 10 ligações para resolver o problema...e a repetição de filmes e anúncios (que não deveriam existir em tv paga). Mas voltando ao assunto da competição de dança....Dancei dos 13 aos 28 anos, e a partir dos 16 já ensinava e fazia minhas coreografias. Jorge também é coreógrafo trabalha até hoje. Criou um estilo próprio, o New Jazz unindo o afro, o taychi do kung fu com rítmo e balanço. Não temos nada contra nenhum estilo de dança, seja balé, jazz, afro, dança de rua, dança livre, forró, danças regionais...todas tem o seu valor. A dança transmite sentimento, une o corpo e a música, inspirando, dando sensações boas, tanto para quem dança como para quem assiste, conta histórias....não importa qual seja o seu estilo, desde que encante. Nesse programa que vimos, os jurados humilham as pessoas, como se elas estivessem ali para serem levadas ao ridículo, e muitos que são talentosos são rebaixados com comentários idiotas, discriminativos. Quem dança, ou tenta um lugar ao sol como artista, especificamente nesta área, é muito mal visto. Como se não fosse trabalho de verdade. Mas é como qualquer atleta, tem de treinar, se dedicar, muitas vezes se machuca,  não é valorizado, e a maioria não se sustenta com salário de dançarino. A pessoa tem que manter um serviço paralelo até atingir seus objetivos, tendo pouco tempo para ensaiar suas coreografias. É um trabalho cansativo, que você tem que dedicar horas, dias, meses para se apresentar em minutos. E poucos conseguem atingir seus objetivos. Não há muito patrocínio nesta área, e ainda aparecem esses programas de tv tratando os dançarinos como bobos, só dando valor as pessoas que iniciaram no balé, como se este fosse o principal, a base de todas as danças....não é. É a base do jazz, da dança moderna, e outros estilos. Mas a dança africana, as danças regionais, típicas, entre outras, são danças únicas, com misturas de culturas e estilos. A dança não é um estilo somente. É um sentimento, um estado de espírito que junto com a música, seja ela qual for, desde que o dançarino se identifique, mostra emoção. Por quê não fazer programas de dança que demostrem isso? Não precisa competição, pois cada um tem seu estilo e sente de formas diferentes, apenas divulgar o trabalho, os coreógrafos, os dançarinos...e se for criar uma competição, que seja cada estilo competindo com o mesmo. Não há como você julgar coerentemente um grupo de balé e outro de dança de rua..são estilos diferentes, não há melhor nem pior, apenas diferente. Vocês, que são dançarinos(as), coreógrafos(as), se valorizem, não deixem se abater por quem só quer aparecer, mostre seu estilo. Então, vamos dar espaço e valorização, divulgando com ética esses profissionais que tanto se empenham para trazer alegria e emoção a nossas vidas....

Um comentário:

  1. Muito bom seu texto! E sempre muito inspirador!!
    Me fez lembrar quando participei de um projeto na Bulgária que oferece aula de dança gratuitamente para alunos de escolas públicas! Conheci pessoas encantadoras e sempre apaixonadas pelas aulas, e senti na pele o sacrifício e o esforço necessário nos treinamentos! Não é fácil mesmo! Mas todo o esforço é compensado pela paixão que eu via nos alunos pela dança! Parabéns pelo texto! :)

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